
Na passada terça-feira, dia 02 de Fevereiro, a Sé encheu-se de gente para celebrar a Solenidade da Apresentação do Senhor. Numa iniciativa conjunta das duas paróquias da cidade, os pais de crianças nascidas durante o ano 2009 foram convidado a estarem presentes. Dos cerca de cem convites endereçados, foram 41 os que responderam e encheram a Sé de um pouco habitual mas agradável burburinho de crianças a palrar, a chorar e a rir.
Esta solenidade recorda a prática judaica da apresentação das crianças no templo. Também Maria, 40 dias após o nascimento de Jesus, em obediência à lei de Moisés (Ex. 13, 11-13), levou o Menino ao templo, a fim de ser oferecido ao Senhor. Toda a oferta implica uma renúncia. Por isso, a Apresentação do Senhor não é um mistério gozoso, mas doloroso. Começa, nesse dia, o mistério de sofrimento, que atingirá o seu ponto culminante no Calvário, quando Jesus, que não foi «poupado» pelo Pai, oferecer o Seu Sangue como sinal da nova e definitiva Aliança. Ao oferecer Jesus, Maria oferece-Se também com Ele. Durante toda a vida de Jesus, estará sempre ao lado do Filho, dando a Sua colaboração para a obra da Redenção.
O gesto de Maria, que «oferece», traduz-se em gesto litúrgico, na celebração da Eucaristia, oferecem-se «os frutos da terra e do trabalho do homem», símbolo da vida e do trabalho humanos.
Esta solenidade prevê a possibilidade de antes da missa se realizar uma procissão das velas, acesas em honra de Cristo que vem como luz das nações, e ao encontro de quem a Igreja caminha guiada já por essa mesma luz. E foi isso que se fez. Ainda que de forma pouco mais que simbólica, no início da Eucaristia, o presidente da celebração, p.e Marcelino, do fundo da Igreja, convidou a todos que se associassem a ele, abençoou as velas e depois iniciou-se um cortejo até ao altar como expressão daquilo que mais à frente havia de ser rezado no prefácio: “Hoje o vosso Filho, eterno como Vós,
é apresentado no templo e proclamado pelo Espírito Santo glória de Israel e luz das nações. Por isso, vamos com alegria ao encontro do Salvador”.
Esta solenidade está intimamente ligada à tradição de apresentar os recém-nascidos à comunidade cristã, associando-os assim à própria vida de Jesus desde a sua infância.
«Leia mais em edição em PDF ou em Papel»