
Em torno das Comemorações dos 80 anos da Chegada de José Régio a Portalegre, a Comissão Executiva da iniciativa trouxe à cidade, mais uma vez, o homem que imortalizou a sua poesia, José Régio. A sessão decorreu no Castelo de Portalegre e aludiu e uma faceta “pouco conhecida” de José Maria dos Reis Pereira, a política.
“As Intervenções Políticas de José Régio” aludiram ao caminho político que o poeta percorreu, assim como à sua posição partidária.
Em entrevista à comunicação social, António Ventura referiu que, apesar de Régio “ser mais conhecido como escritor, poeta e dramaturgo”, em termos políticos, em toda a sua vida, “nunca ficou calado e acomodado. Interveio sempre quando achou oportuno intervir”. O professor contou ainda que o poeta “sempre falou e tomou uma posição” durante o Estado Novo.
Referindo que Régio era um apologista da democracia e da liberdade, António Ventura afirmou que, numa possível eleição partidária, o poeta era “um democrata com tendências socialistas e cristãs” e que, nos dias que correm, se fosse possível catalogá-lo seria “um socialista cristão. Contrário a qualquer tipo de ditadura e a qualquer tipo de totalitarismo e defensor da liberdade”.