
A cultura actual é caracterizada do seguinte modo: uma cultura impregnada de narcisismo; uma cultura que privilegia a individualidade (individualismo); uma cultura que promove a libertação (libertinagem) sexual; uma cultura que debilita o sentido de pertença; uma cultura que acentua a satisfação dos desejos; uma cultura que não consolida a confiança básica; e uma cultura de Deus à margem.
Esta citação foi apresentada nas jornadas de formação do clero da diocese de Setúbal, que decorreram nos dias 18 a 20 deste mês.
Aquele resumo foi publicado na revista ‘Vida nueva’ pelo recente bispo de San Sebástian (Espanha).
Tentemos, agora, olhar aqueles ‘ismos’ e ajudemo-nos a discernir a sua influência na nossa cultura actual, questionando, por ocasião do «Ano sacerdotal» os ministros ordenados, vulgo, padres.
* Narcisismo – Na senda da mais elementar identidade, podemos ver, nos nossos contemporâneos (e em nós mesmos), uma necessária capacidade de auto-estima... muitas vezes com uma exaltação eivada de auto-idolatria.
- Como são vistos os padres: eles têm de nos servir ou vemo-los como ‘pais de família’ a quem reconhecemos autoridade espiritual?
- Como lemos, habitualmente, os erros dos padres: à luz meramente natural ou com visão sobrenatural?
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