
Missão cumprida e objectivos superados para a primeira dupla nacional a aventurar-se nas pistas geladas da Baja Rússia Northern Forest, segundo evento do ano pontuável para Taça Internacional FIA de Bajas. Numa corrida em que a única meta assumida era apenas “chegar ao fim e ganhar experiência”, Nuno Matos e Filipe Serra surpreenderam ao colocarem a Isuzu D-Max do Team do Cetelem | Fedima Team num excelente nono lugar da geral absoluta e, mais importante ainda, no pódio final da categoria T2! Apesar de tudo, o segundo lugar só não foi uma realidade, devido a um pequeno erro logo no arranque do último sector. Próxima paragem? A estreia na Baja Itália, no penúltimo fim-de-semana de Março…
Disputada em pleno Inverno russo, ao longo de 260 km de pistas cobertas de neve e gelo, e com temperaturas que oscilaram entre os 5 e os 10 graus negativos, a mais incaracterística das provas que integram o calendário internacional de todo-o-terreno contou pela primeira vez na sua história com a presença de uma equipa portuguesa Coincidindo com o seu baptismo internacional, Nuno Matos e Filipe Serra bateram-se este fim-de-semana com alguns dos melhores pilotos da actualidade e, seguramente, com os melhores especialistas do mundo neste tipo de terreno. Sem quaisquer referências e com um único e pequeno teste realizado na véspera do rali sair para a estrada, a apreensão era mais do que justificada para o actual Campeão Nacional de T2. De tal forma que o único objectivo assumido era mesmo tentar chegar ao fim e ganhar alguma experiência…
Porém, surpreendendo logo na abertura, Nuno Matos e Filipe Serra colocaram-se de imediato em posição de discutir o pódio da categoria, chegando inclusivamente a ocupar a liderança provisória após o final do primeiro Sector Selectivo (SS), para depois se fixarem no segundo lugar à chegada da etapa inaugural, a pouco mais de 4m do líder Com um ritmo em crescendo, ainda que reservando sempre alguma margem de segurança, o piloto de Portalegre parecia, realmente, ter tudo a seu favor para confirmar a vice-liderança na segunda e decisiva etapa, entrando para o sexto e último SS com confortáveis 2m19s de vantagem para o seu perseguidor mais directo, o russo Andrey “Se o primeiro lugar parecia já impossível de concretizar, o segundo estava perfeitamente ao nosso alcance, mais ainda depois de ter reforçado a minha vantagem no quinto e penúltimo sector. Porém, tudo se complicou no derradeiro troço, escassos dois quilómetros após a partida. Entrei mal num gancho, num local em que a pista estava já bastante danificada, e acabei por ficar preso num banco de neve… Ainda pedimos ajuda a alguns concorrentes, mas acabou por ter que ser o público a puxar-nos novamente para a pista. Enfim, um erro desnecessário que nos custou muito tempo e a descida à terceira posição”, lamenta Nuno Matos.
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