
“A Recepção da Obra de José Régio em França” foi o mote de mais uma conferência alusiva ao poeta que imortalizou a sua obra em Portalegre.
O Castelo de Portalegre acolheu, na passada sexta-feira, o conhecimento de Fernando Carmino Marques, professor de Língua e Cultura Portuguesa no Instituto Politécnico da Guarda, que deu a conhecer a projecção que a obra de José Régio teve a nível internacional, particularmente em terras francesas.
Nas palavras de Fernando Carmino Marques, a obra de Reis Pereira foi “aceite” em França de uma forma “muito diversificada, mas por uma pequena minoria”. Assim, o professor considerou que esse facto mostra que “nunca houve um trabalho, de fundo, feito para valorizar a obra de Régio”, a nível internacional. O professor do Instituto Politécnico da Guarda revelou que o poeta “nunca encontrou a pessoa certa que tivesse investido nele, por isso sofreu muito por não ter tido um tradutor ou um transmissor de ideias”.
Comparando a influência que a obra de Fernando Pessoa teve “lá fora” com a de Régio, Fernando Carmino Marques explicou que Pessoa “teve uma projecção internacional muito grande e isso deveu-se à vontade de dois ou de três transmissores que, durante mais de 30 ou de 40 anos, lutaram contra o preconceito e enfrentaram todas as dificuldades que há para se impor um nome no mercado”.
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