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Todo o Distrito de Portalegre assinalou o Dia Internacional da Mulher, uma tradição que já conta com 100 anos de história e que foi celebrada, pela primeira vez, em 1909 nos Estados Unidos da América, cuja origem aconteceu nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito ao voto.
A data foi adoptada pelas Nações Unidas em 1977 e ainda nos dias de hoje se celebram as conquistas económicas, políticas e sociais alcançadas pela mulher.
Como forma de assinalar este dia, o Museu das Tapeçarias Guy Fino proporcionou às mulheres de Portalegre uma tarde virada para a cultura. A conferência “As imagens no feminino em Eça de Queirós, José Régio e Carlos de Oliveira” deu início às comemorações da data. Esta foi uma reflexão conduzida por Vítor Viçoso, professor aposentado, sobre a condição sociocultural das mulheres em Portugal, entre o último quartel do século XIX e a segunda metade do século XX, através da análise das obras de Eça de Queirós, José Régio e de Carlos de Oliveira.
Vítor Viçoso reflectiu sobre os papéis sociais atribuídos institucionalmente ao feminino naquela época, em torno de uma “sacralizada domesticidade e de mitologias familiares específicas. Tem particular importância o erotismo feminino enquanto desejo submetido às convenções de uma sociedade patriarcal e machista”, explicou.
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