
Os números lançados pelo Sindicato de Trabalhadores da Administração Local (STAL) dão conta que a percentagem de adesão à greve geral da Função Pública no Distrito de Portalegre, levada a cabo na passada quinta-feira, registou uma percentagem que rondou os 60 por cento.
O DP falou com o coordenador distrital do STAL, António Carreiras, que considerou que, apesar da adesão de trabalhadores da Função Pública à greve ter registado “valores bons”, o Sindicato, face à crise económica que atravessa o País, “tinha expectativas de adesão mais elevadas”. Segundo o sindicalista, este facto esteve relacionado com factores económicos e com situações em que se verificou a substituição de trabalhadores que aderiram à paralisação. “Os salários baixos condicionam a pouca adesão à greve”, revelou, acrescentando que “em algumas situações os funcionários que fizeram greve foram substituídos e assim acaba-se por eliminar o impacto que a greve, eventualmente, teria e os serviços são assegurados”.
Em Portalegre, a autarquia local afirmou que num total de 419 funcionários, aderiram à greve 27 (cerca de 6 por cento). A Câmara Municipal assegurou ainda que o maior número de grevistas registou-se nos sectores de Planeamento e Estrutura Urbana (nove), Administrativo (quatro) e Ambiente (quatro). Contudo, os serviços foram assegurados e não colocaram em causa necessidades por parte dos utentes. A recolha de lixo foi executada de forma regular.
O DP contactou ainda os Serviços Municipalizados de Águas e Transportes (SMAT) de Portalegre que garantiram que, apesar de alguns trabalhadores terem feito greve no sector Operativo das Águas, a actividade laboral esteve afiançada. O sector dos transportes funcionou normalmente.
Segundo considerou António Carreiras, a adesão à greve por parte dos funcionários da Câmara de Portalegre “foi baixa”, facto este que esteve relacionado, de acordo com o coordenador distrital, “com o impedimento que a autarquia tem vindo a colocar ao exercício da actividade do STAL e com o vínculo precário que muitos trabalhadores têm, pois existem mais de 100 com contratos a prazo”.
Autarquia de Avis esteve “encerrada
Também nos restantes concelhos do Distrito, o STAL esperava “uma maior adesão” por parte dos funcionários da Função Pública à greve.
De acordo com os dados recolhidos no terreno pelo Sindicato, António Carreiras concluiu que a maior adesão à paralisação registou-se na Câmara Municipal de Avis, com uma percentagem de 94 por cento. Os serviços do município estiveram “totalmente encerrados”, revelou o sindicalista.
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